FRASE FOCADA DA SEMANA
“Notícias em tempo real deve ficar para veículos instantâneos - rádio, televisão e internet. Jornal deve ocupar-se com o desconhecido. E enxergar o amanhã”.
Ricardo Noblat - jornalista, no livro "A arte de fazer um jornal diário"


"Jornalismo está em fase de evolução e experiência da linguagem", diz gerente da EPTV

O jornalismo está vivendo uma fase de evolução com a chegada da TV digital. A mudança do sistema analógico para o digital vai além da interação do telespectador com a programação e tende a ser coloquial e objetivo, de acordo com Duílio Fabbri Junior, gerente de jornalismo da EPTV, que na segunda-feira (12) ministrou palestra sobre “Mudanças no uso e transmissão de informação”, durante Aula Inaugural de Jornalismo na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

Segundo ele, os telespectadores da tv analógica estão sendo substituídos por usuários na tv digital, o que significa que os repórteres terão que interagir de forma dialógica com os espectadores. A maioria das matérias não seguirão o padrão de off, passagem e sonora. “A notícia agora fica muito mais centrada no jornalista. Vai ser utilizado mais stand-up e a edição vai ser mínima”, disse destacando que o jornalista vai precisar, além de conhecer o assunto, de improviso e raciocínio para narrar o fato e não mais interpretá-lo.

A forma de apresentar a notícia também tende a ser como um bate-papo. Ao invés de usar o teleprompter, os apresentadores improvisarão ao chamar os repórteres. “A fala espontânea do repórter na rua não pode confrontar com a leitura do estúdio, fruto da leitura do TP”, explicou. “Mais do que nunca vamos aprender a ser coloquial e objetivo”, concluindo que com a convergência de mídias o “usuário” precisa ser informado com mais objetividade.

Texto: Michele Trevisan
Publicação: Michele Trevisan

Você sabe o que é Podcast?


A onda do podcast chegou ao Brasil não tem muito tempo. Mas afinal, o que é podcast? Em 2004, Danilo Medeiros criou seu primeiro podcast brasileiro, isto é, publicação na internet que podem ser gravações de áudio, vídeo, foto, PPS, entre outros, além da possibilidade de serem baixadas ou até mesmo ouvidas, assistidas ou vista via streaming (reprodução via web).


No sentido semântico da palavra, Podcast foi criado inicialmente para o ‘Ipod’, que se refere ao player portátil de uma marca famosa de aparelhos digitais, a Apple. Em junção com a palavra ‘Broadcasting’, cujo significado é transmissão de rádio ou televisão. O podcaster, ou autor das gravações, utiliza de Feeds RSS para atualização automática de seus arquivos de mídia na internet, e isto permite aos utilizadores acompanhar automaticamente ou até mesmo fazer downloads de novos conteúdos nos seus aparelhos, sejam eles, mp3, Ipod ou outros aparelhos que reproduzam os arquivos.


Sem se referir ao formato de Transmissão RSS, inicialmente o termo podcast, é creditado ao jornal britânico ‘The Guardian’, que usou o mesmo termo para descrever o processo utilizado por Adam Curry. O conceito de podcast é atribuído ao ex-VJ da MTV, que criou o primeiro agregador de podcasts usando Applescripts, uma linguagem de computador que age sobre a interface do sistema operacional da Apple. Nos dias de hoje qualquer pessoa pode ter um podcast e disponibilizar na internet para download. Sites de noticias, ou de emissoras de rádio e TV, já fazem isso, colocando comentários, opiniões e programas que ao longo de suas atualizações, além disso grandes empresas do Brasil e do mundo também estão utilizando dessa nova forma de publicação de mídia digital para informar sua programação e notícias.


Um ponto importante a ressaltar é que não é preciso ter nenhum aparelho nem programa específico para ouvi-lo. O internauta também pode escutar diretamente de qualquer computador ou dispositivo que reproduz os arquivos. Em cada podcast é possível oferecer seleções de músicas, além de obter informações e comentários sobre diversos assuntos. Eles também libertam os ouvintes da grade fixa de programação (coisa que tende a crescer com o aumento da globalização, portanto podem ser ouvidos a qualquer hora, e em qualquer lugar, se transformados em arquivos de mp3.)


Sendo assim, os amantes de tecnologia que quiserem recebê-los automaticamente, devem instalar um agregador de informação no seu computador, e cadastrar os programas que podem ser o iTunes da Apple, Primetime Podcast Receiver e iPodder, entre outros.

Texto: Ricardo Gonçalves e Suzana Storolli
Publicação: Ricardo Gonçalves

Palestra sobre Jornal de Piracicaba

Em pleno Dia do Jornalista, 07 de abril de 2010, Marcelo Batuíra, diretor do Jornal de Piracicaba esteve na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) para falar sobre as diversas funções de um veículo de comunicação.

De acordo com Batuíra, em uma redação é comum acidentes, justamente por ser um trabalho feito por pessoas que erram e um erro comum das redações é a má administração do ego. Segundo ele, o colaborador acha que é o melhor para realizar uma tarefa, e ninguém o substituirá perfeitamente.

Quando a questão mudou para coluna social, disse que a aparição é o principal objetivo, apenas pela questão de status social, sendo disputado pela maioria dos profissionais.

Para se escrever em um jornal, ele também explicou que a primeira pergunta a se fazer é: para quem você está escrevendo? "Devemos achar o público (cliente / leitores), portanto a pesquisa de mercado é sempre bem vinda", disse. Batuíra também valorizou o anunciante, que com sua publicidade se torna a maior fonte de faturamento.

Batuíra também é a favor da não obrigatoriedade do diploma, o que para muitos não deixa de ser um arriscado e corajoso discurso para um diretor de jornal, uma vez que o assunto está em constante discussão pelos jornalistas e a sociedade em geral. Em sua opinião, a prática e a realidade são muito diferentes, então o diploma não vai fazer diferença, porque o que vale é a competência do profissional.



Dr. Marcelo Batuíra em palestra sobre o Jornal de Piracicaba.

Foto: Suzana Carrascosa Storolli
Texto: Suzana Carrascosa Storolli
Publicação: Suzana Carrascosa Storolli

Unimep se prepara para disputar o projeto "Mini Baja"

Há 9 anos UNIMEP não participa da maior disputa acadêmica no âmbito automobilístico



Os alunos da Faculdade de Engenharia da UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba) tem muito a comemorar neste ano: voltam a participar em 2011 do Projeto Mini Baja, o qual consiste na criação de um projeto de um veículo motorizado, desde sua concepção em desenho, passando pela montagem, testes, até finalmente ir para as competições, que são realizadas anualmente, entre fevereiro e março, em Piracicaba, no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo).

O evento acadêmico conta com a participação de 70 instituições do ensino superior de todo o país, sendo que as duas equipes que mais somam pontos tem vaga garantida na competição mundial, que ocorre todos os anos nos Estados Unidos e conta com 120 participantes do mundo todo. Competição esta que o Brasil tem conseguido excelentes participações, estando muitas vezes entre os cinco primeiros colocados.

Segundo estima o professor de engenharia Edgar Brito, especialista em instrumentação, controle e eletrônica, entre os dias 12 a 16 deste mês, a equipe composta por 20 alunos deve estar formada. Fazem parte do projeto os cursos das engenharias: de controle e automação, industrial, de produção e mecânica. Para seleção da equipe houve um formulário de inscrição, no qual não existiu qualquer tipo de critério de seleção baseado em classificação acadêmica, mas estritamente de acordo com o interesse individual em se empenhar em prol do grupo.

Quando se fala em segurança do carro, Lucas Bonimasso Martins da Silva, 28, que cursa o 10º semestre Eng. Mecânica, diz que o mini baja passa por uma rigorosa vistoria antes de ser liberado para as provas. “No regulamento da competição há em torno de 60 páginas contendo requisitos de segurança, sem os quais não se passa para as próximas etapas da vistoria. Todas essas normas deixam o carro bem seguro”.

Como a UNIMEP não disputa o projeto Mini Baja desde 2001, Bonimasso, estreando como projetista do carro, tem uma expectativa modesta em relação aos resultados de sua equipe na disputa. “Se ficarmos pelo menos entre os 35 primeiros já estará de bom tamanho, pois vamos enfrentar faculdades do país inteiro e muitas delas têm mais experiência que a gente”.

Texto: Renan Bosquilia
Publicação: Renan Bosquilia

Jornalismo e suas tendências

A partir de pesquisas e aulas teóricas do professor Paulo Roberto Botão, dentro da disciplina de Introdução ao Jornalismo I, os “jornalistas em foco” expõem suas reflexões sobre o capítulo Conceitos e histórias do livro “TEORIA DO JORNALISMO”, de Felipe Pena, acerca dos seguintes temas:


- Função e importância do Jornalismo na atualidade:

Jornalismo tem a função de transmitir de maneira isenta as informações de um determinado fato. O jornalista informa a sociedade através de vários veículos de comunicação, como jornal, revista, televisão, internet entre outras mídias, e tem como função “apurar” os fatos para transformá-lo em notícia. O Jornalismo será sempre importante, porque as pessoas necessitam, para sua própria formação, de notícia o tempo todo. Quanto mais desenvolvida é a sociedade, maior é a curiosidade e a necessidade do ser humano de saber o novo.

- Principais etapas do desenvolvimento histórico do Jornalismo:

Em meio à periodização do Jornalismo, temos a imprensa de opinião com textos e tiragens reduzidas e a produção artesanal, que se caracterizam como a pré-história no período de 1631 a 1789. O 1º Jornalismo, usado até hoje, baseia-se no texto crítico e noticioso aliado ao conteúdo literário ocorridos entre 1789 / 1830. Já o 2º Jornalismo, onde se encontrava a tecnologia, é influência do marketing e da publicidade, imprensa de massa e a profissionalização dos jornalistas entre o período de 1830 e 1900; o 3º Jornalismo que se deu em 1900 e 1960 com grande influência dos relações públicas e grandes tiragens com a imprensa monopolista; e o 4º Jornalismo caracterizado pela velocidade da informação eletrônica, interativa e digital, a crise da imprensa escrita e variadas mudanças na ordem e funções dos jornalistas a partir de 1960 até hoje em dia.

- Tendências do Jornalismo diante das novas tecnologias:

As tecnologias e mídias sociais estão em constante crescimento, até mesmo para satisfazer a demanda de mercado que precisa de novidades. O que podemos dizer, sobre as tendências do Jornalismo diante das novas tecnologias, é que atualmente descobrimos pessoas com grande capacidade para a profissão em blogs e twitters, que acabam sendo formadores de opinião e contribuem para o desenvolvimento da comunicação. Com o avanço dessas tecnologias, cada vez mais vamos ver a convergência de mídias e a adaptação dos veículos tradicionais, como jornais e rádio, à instantaneidade da internet.

Texto: Suzana Carrascosa Storolli e Michele Trevisan
Publicação: Suzana Carrascosa Storolli